“Eu vi um macaco no mato” - um projeto de ciência cidadã no monitoramento de primatas do Espírito Santo
DOI:
https://doi.org/10.62015/np.2025.v31.826Palavras-chave:
febre amarela, conservação, ciência participativa, Mata Atlântica, sentinelasResumo
Estudos sobre a biodiversidade utilizando a Ciência Cidadã (CC) têm se destacado, principalmente os voltados à conservação. Este estudo apresenta os resultados do projeto de CC, “Eu vi um macaco no mato!”, criado após um surto de febre amarela e destinado a monitorar populações de primatas não humanos na região do Espírito Santo, no período de 2020 a 2022. O objetivo foi avaliar o estado das populações de primatas e verificar a recolonização de áreas historicamente afetadas. Operando em um modelo contributivo, o projeto engajou cidadãos principalmente por meio do WhatsApp e Instagram para contribuir com avistamentos e dados. Foram registrados 70 relatos de 198 indivíduos de 7 espécies. Os resultados revelaram a presença de espécies criticamente ameaçadas como Brachyteles hypoxanthus e Callithrix flaviceps e sugeriram um potencial de recuperação das populações de Alouatta guariba e Sapajus nigritus em comparação com dados anteriores ao surto. Concluiu-se que a ciência cidadã é uma ferramenta vital e de baixo custo para gerar dados contínuos sobre populações de fauna, funcionando tanto como um mecanismo para a conservação como um sistema de alerta precoce para zoonoses de importância para a saúde pública, a exemplo da febre amarela.
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