Update to the geographical distribution of Sapajus nigritus cucullatus (Spix, 1823) in Southern Brazil

Autores

  • Daniel Vilasboas Slomp Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul (SEMA/RS), Porto Alegre, RS, Brazil
  • Gabriela Ludwig Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros/Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (CPB/ICMBio), Cabedelo, PB, Brazil
  • Gerson Buss Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros/Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (CPB/ICMBio), Cabedelo, PB, Brazil
  • Rodrigo Cambará Printes Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Brazil.
  • Vanessa Barbisan Fortes Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Santa Maria, RS, Brazil.
  • Luciana Gosi Pacca Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros/Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (CPB/ICMBio), Cabedelo, PB, Brazil.
  • Márcia Maria de Assis Jardim Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul (SEMA/RS), Porto Alegre, RS, Brazil.

DOI:

https://doi.org/10.62015/np.2024.v30.828

Palavras-chave:

barreira geográfica, extensão de ocorrência, macaco-prego, Mata Atlântica, Platyrrhini

Resumo

A distribuição geográfica do Sapajus nigritus cucullatus inclui os estados brasileiros de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e a metade norte do Rio Grande do Sul (RS), e se estende até a província de Misiones, na Argentina. A bacia do rio Camaquã no RS, situada ao longo do paralelo 31, é considerada a extensão mais ao sul da distribuição de platirrinos, que inclui S. n. cucullatus. No entanto, ainda não foi realizado um mapeamento abrangente das ocorrências deste táxon no RS. A subespécie é conhecida por habitar o bioma Mata Atlântica. No entanto, registros históricos de pontos mais ao sul do RS, já no bioma Pampa, introduzem incertezas quanto à distribuição da subespécie. O objetivo deste estudo foi delinear a distribuição geográfica de S. n. cucullatus no RS. Para isso, avaliamos dados de pesquisas científicas, bancos de dados institucionais, observações de campo e informações de plataformas de ciência cidadã. Um total de 146 registros de ocorrência da subespécie foi identificado em 82 municípios, com 37 dessas ocorrências localizadas em áreas protegidas. Além disso, identificamos que a subespécie co-ocorre com Alouatta guariba. Este resultado corrobora a hipótese de que a subespécie está intimamente associada ao bioma Mata Atlântica no RS, mas também ocorre em ecótonos com o bioma Pampa. A ausência dessa subespécie ao sul dos rios Ijuí e Jacuí e do Lago Guaíba foi confirmada, corroborando o limite sul sugerido em estudos anteriores. A população isolada de S. n. cucullatus localizada na região de Porto Alegre/Viamão permanece com origem incerta. Este estudo amplia o conhecimento existente sobre a distribuição de S. n. cucullatus no RS, confirmando a presença ou ausência da subespécie em algumas áreas devido a fatores ambientais e removendo registros incorretos ou imprecisos. Além disso, identifica os limites impostos à sua dispersão por barreiras geográficas (rios). Apesar da presença da subespécie em áreas protegidas, ela continua enfrentando perda de habitat em várias regiões do estado, especialmente no noroeste do RS, devido à expansão do agronegócio. É imperativo salvaguardar as populações de S. n. cucullatus em áreas protegidas e garantir a preservação e a restauração do habitat para manter a subespécie no RS.

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Publicado

2024-07-01

Como Citar

Slomp, D. V., Ludwig, G., Buss, G., Printes, R. C., Fortes, V. B., Pacca, L. G., & Jardim, M. M. de A. (2024). Update to the geographical distribution of Sapajus nigritus cucullatus (Spix, 1823) in Southern Brazil. Neotropical Primates, 30(1), 37-47. https://doi.org/10.62015/np.2024.v30.828

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