Howlers in an anthropogenic matrix: how does an Alouatta belzebul group deal with the severely fragmented landscape of the Atlantic forest in northeastern Brazil?

Autores

  • Gabriela Ludwig Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade/Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros - ICMBio/CPB, Cabedelo, Brasil
  • Gabriel Yan Figueiredo Lima Universidade Federal da Paraíba - UFPB, João Pessoa, Brasil
  • Renata B. de Azevedo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade/Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros - ICMBio/CPB, Cabedelo, Brasil
  • Leandro Jerusalinsky Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade/Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros - ICMBio/CPB, Cabedelo, Brasil
  • Monica M. Valença-Montenegro Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade/Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros - ICMBio/CPB, Cabedelo, Brasil
  • Gerson Buss Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade/Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros - ICMBio/CPB, Cabedelo, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.62015/np.2020.v26.49

Palavras-chave:

Uso do espaço, padrão de atividades, fragmentação, matriz de permeabilidade, guariba-de-mãos-ruivas

Resumo

O guariba-de-mãos-ruivas (Alouatta belzebul) é ameçado de extinção, categorizado como “Vulnerável”, devido à perda e fragmentação do habitat, bem como à pressão da caça. Na Mata Atlântica, pequenas populações habitam 31 fragmentos em uma paisagem dominada por uma matriz de cana-de-açúcar, pastagens e áreas urbanas. O objetivo do presente estudo foi analisar o uso do espaço, padrão de atividade e dieta de A. belzebul em um pequeno fragmento de floresta secundária (1.8 ha) e sua matriz antropogênica circundante na Paraíba, Brasil, a fim de compreender como os guaribas lidam com a fragmentação. Para tanto, o grupo de estudo foi monitorado através dos métodos de varredura instantâ- nea e do esquadrinhamento da área (0.25 ha cada). A área de vida foi estimada em 8.75 ha e, embora a área da matriz seja mais do que o dobro da área de floresta, a frequência de uso foi aproximadamente igual (50.2 % na matriz; 49.8 % na floresta). Os percursos diários não apresentaram diferença significativa entre a floresta e a matriz, assim como o deslocamento: neste último os guaribas atravessaram plantações de cana-de-açúcar, estradas de terra e cercas de arame farpado. O “deslocamento” foi mais frequente na matriz e a “alimentação”, na floresta. Foram consumidas 58 espécies de plantas diferentes, incluindo importantes recursos obtidos na matriz. Tais resultados fornecem evidências de que as matrizes antropogênicas podem ser incluídas como uma parte importante da área de vida e dos recursos alimentares desta espécie. Essas informações podem subsidiar o planejamento de corredores florestais, fundamentais para a espécie, garantindo uma dispersão segura e reduzindo a exposição a conflitos humanos e restrições ambientais.

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Publicado

2020-12-01

Como Citar

Ludwig, G., Lima, G. Y. F., Azevedo, R. B. de, Jerusalinsky, L., Valença-Montenegro, M. M., & Buss, G. (2020). Howlers in an anthropogenic matrix: how does an Alouatta belzebul group deal with the severely fragmented landscape of the Atlantic forest in northeastern Brazil? Neotropical Primates, 26(2), 7-16. https://doi.org/10.62015/np.2020.v26.49

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